segunda-feira, junho 29, 2015

segunda-feira, agosto 03, 2009

Drummond, o amor e eu













Eu não sou o Drummond...








Gosto do poeta, mas discordamos muito...




Drummond (ou sua personagem poética) diz isso sobre o amor:









"[...]No momento em que não me dizes:
Eu te amo, inexoravelmente sei que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo, verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor."




Carlos Drummond de Andrade, "Quero".








Ele está certo?


Está!


Mas também posso ouvir "eu te amo euteamoamoamoamo", posso ler e reler "eu te amo", posso mesmo até saber que é verdade o "eu te amo", posso sentir a certeza do "eu te amo" que está longe...
Ainda assim "eu te amo" precisa de boca e lábios e língua...

"Eu te amo" no espaço, na memória, na escrita, no ontem, no daqui dois dias, no antes , no logo mais... "Eu te amo" fora do momento presente, não-já e não agora mesmo...



Esse "eu te amo" também não é amor...



É só espera...





______________




E tem outra coisa (a minha maior discordância com o poeta!):


É que, algumas vezes, talvez eu não queira "Eu te amo"... ainda que continue querendo amor...
Quero os silêncios visíveis do amor...




E não a distância amorosa de palavras.
...

terça-feira, julho 14, 2009

José Augusto e o Cancioneiro Geral


Alguém lembra-se do José Augusto? Um misto de Fabio Jr. , Amado Batista e Shreck ? E alguém lembra de suas canções romântico-brega-mela-cueca-feitas-pras-trilhas-das-novelas?

Bom, olha só uma certa semelhança entre uma de suas mais famosas músicas e uma cantiga trovadoresca compendiada no Cancioneiro Geral(1516):


Texto 1


Aguenta Coração
José Augusto
Composição: Ed Wilson, Paulo Sérgio Valle e Prêntice

Coração, diz prá mim
Porque é que eu fico sempre
Desse jeito
Coração não faz assim
Você se apaixona
E a dor é no meu peito...

Pra que que você foi
Se entregar
Se na verdade eu só queria
Uma aventura
Por que você não para
De sonhar
É um desejo e nada mais...

E agora o que é que eu faço
Pra esquecer tanta doçura
Isso ainda vai virar loucura
Não é justo
Entrar na minha vida
Não é certo
Não deixar saída
Não é não...

Agora aguenta coração
Já que inventou essa paixão
Eu te falei que eu tinha medo
Amar não é nenhum brinquedo

Agora aguenta coração
Você não tem mais salvação
Você apronta
E esquece que você
Sou eu...

{repete}

Coração... Coração...


Texto 2



Coraçam, já repousavas
já não tinhas sojeiçam,
já vivias, já folgavas;
pois por que te sogigavas
outra vez, meu coraçam?

Sofre, pois te nam sofreste
na vida que já vivias;
sofre, pois te tu perdeste,
sofre, pois não conheceste
como t´ outra vez perdias!

Sofre, pois já livre estavas
e quiseste sojeiçam;
sofre, pois te não lembravas
das dores de qu’escapavas,
Sofre, sofre, coraçam!

Jorge de Aguiar (séc. XV). In: Cancioneiro geral. Lisboa: Imprensa Nacional, 1990. Vol. 2, p. 27

terça-feira, julho 22, 2008

Mil e uma vidas que você precisa viver antes de morrer




Vez ou outra no meu trabalho eu acabo me deparando com alguns títulos curiosos de livros. Não por coincidência, os primeiros da lista são antologias. Talvez evidente demais, já que vivem estas da eterna listagem e classificação ordinária das nossas coisas. Seletas completas, coisificações2 (ao quadrado). Acho que um dia eu mesma lançarei uma “antologia de todas as coisas”, mas só pra ter o meu nome citado nalguma bibliografia (outra lista?) de algo qualquer, junto a cem outros autores falando de idênticos assuntos. No caso, sobre coisa nenhuma. Afinal, os absolutos são iguais, tanto nos positivos quanto nos negativos. Todas as coisas e coisa nenhuma. Absolutamente sim equivale, na mesma medida, a absolutamente não.

Bom, mas não é meu interesse fazer aqui algum tipo de análise, nem séria, nem bem humorada e muito menos filosófica sobre as tantas razões e desrazões das modas editoriais que levam a tal profusão de títulos cansativamente cacófonos como 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer, 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer, 1001 Livros Para Ler Antes de Morrer...

Apenas venho me juntar a eles com estas mil vidas (mil e uma, sejamos exatos na cacofonia) que proponho com meu título. Mas não, Igor, meu amigo. Não é sobre seu amado teatro e todas as personificações vivenciados num palco para as quais tão poucos têm a chance de se entregar e fazer disso uma razão. Uma realidade tangível, coerente e sincera. Não são esses mais de mil vidas das quais você é capaz que proponho aqui. Nem as que o meu sonhador Guilherme pretende no cinema.

Na verdade, eu só queria mesmo dividir algumas sensações com meus amigos, conversar um pouco sobre nossas visões de mundo, nossos jeitos de estar por aqui... Nossa vontade de não querer apenas estar, ainda que o tempo ( esse grande deus malvado e irônico que tanto nos oprime... sem sequer precisar de nós)... enfim, ainda que o tempo não nos tenha permitido mais...

Tem dias que a gente se sente/Como quem partiu ou morreu/A gente estancou de repente/Ou foi o mundo então que cresceu?/A gente quer ter voz ativa/No nosso destino mandar/Mas eis que chega a roda viva/E carrega o destino prá lá...

Embora não muito animadora, esta música traduz bem um certo sentimento que tem caído sobre a minha cabeça.

Será que isto então é que é ser adulto? Esta desesperança, esta descrença? Não. Acho que isso é desvalorizar o tempo (tempo que além de deus malvado é também uma medida financeira) E quanto é o suficiente? Quanto valem nossos minutos de conversa, de idéias e sentimentos trocados?

Não sei, estou correndo para não pensar... Para tentar viver amanhã o que estou vendendo hoje com meu sono, meu mau humor, minhas palavras mais raras (ditas e escritas), meus sentimentos mais contidos (estrangulados, às vezes), minha pressa sempre estampada. Meus segundos contados para serem úteis...

É preciso viver não só a minha, não só a que eu conheço, não só a que já vivi, mas incontáveis outras vidas de mundos e entendimentos e lugares e descobertas que ainda não busquei me propor... Mas quando?

Aí é que está a questão do título. A resposta seria: antes de morrer... Mas e quanto de vida ainda gastarei aprendendo a viver, para só então viver no momento certo, quando simplesmente esse tal de morrer é uma surpresa com a qual não se conta?

É... Esta última resposta é mais difícil... Nem a pergunta tá ando pra entender direito, né? Eita texto confuso... Sei apenas que eu ainda não tenho nenhuma resposta sincera, meus amigos... Porém, se quiserem um fim positivo da mais bela auto-ajuda para este texto, então vá lá: Carpe diem!






Links:

http://letras.terra.com.br/chico-buarque/85944/

http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45167/



A quem interessar possa:

1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer.
ROBERT DIMERY

1001 Filmes para Ver Antes de Morrer - Importado
STEVEN JAY SCHNEIDER

1001 Livros Para Ler Antes de Morrer.
LISMA (ED.)

Em inglês:

1001 CLASSICAL MUSIC ALBUMS YOU MUST HEAR BEFORE YOU DIE (2008)
RYE, MATTHEW
UNIVERSE PUB II

1001 GARDENS YOU MUST SEE BEFORE YOU DIE (2007)
SPENCER-JONES, RAE
BARRON'S

1001 HISTORIC SITES YOU MUST SEE BEFORE YOU DIE (2008)
CAVENDISH, RICHARD / MATSUURA, KOICHIRO
BARRON'S

1001 MOVIES YOU MUST SEE BEFORE YOU DIE (2005)
SCHNEIDER, STEVEN JAY
BARRON'S

1001 PAINTINGS YOU MUST SEE BEFORE YOU DIE (2007)
FARTHING, STEPHEN
UNIVERSE PUB II

1001 ALBUMS YOU MUST HEAR BEFORE YOU DIE (em Ingles) (2006)
LYDON, MICHAEL / DIMERY, ROBERT
UNIVERSE PUB II

1001 BOOKS YOU MUST READ BEFORE YOU DIE (em Ingles) (2006)
BOXALL, PETER
UNIVERSE PUB II


sábado, janeiro 19, 2008

Sobre o que não é... e outras coisas que surgirem

De acordo com a postagem anterior, agora eu deveria estar escrevendo sobre o porquê de eu achar que não dá pra ser a professora que eu gostaria se eu não tiver a minha própria escola.
Era sobre isso que eu deveria escrever, mas não é disso que falarei agora, pois nem sei mais o que poderia falar desse tema... parece tão óbvio (e não é). Não falarei disso, acabou.

Também não vou falar do tempo que mudou (nem mesmo das chuvas vespertinas que param São Paulo de uma hora para outra e que, finalmente, entraram de verdade na minha vida para me mostrar que hoje sou sim uma paulistana... e enfrento essa "dor e delícia"). Mas não é desse tempo que falo, não vou usar a expressão de mãe: "xiii, o tempo mudou" , que serve tão bem para quando a gente vê essas nuvens carregadas que aparecem de repente e mudam tudo que tá por perto. A pista de carros vira rio, o rio (antes morto) parece até que se movimenta em direção a algum mar, os carros e ônibus tornam-se submarinos com rodas.... E nós, paulistanos (não só os de nascença, mas todos pelo batismo da chuva), perdidos na saída do trabalho, só queremos estar em casa... pra agüentar o dia seguinte de trabalho...

Não vou falar os mesmos lugares-comuns da cidade que nunca pára (a não ser pela chuva) e dos seus habitantes que só trabalham e trabalham, sempre procurando um tempo que não têm, desejando mais horas nas já cansativas 24 que enfrentam pra poder fazer de conta que o tempo não é o senhor de suas vidas.

Não vou falar do tempo. Tempo que passa. Muito mais rápido desde que passei dos 18. Não preciso ter trinta ou quarenta pra ter saudade dos meus vinte anos... Com vinte e cinco já me parece que estou muito mais longe de fazer e dar conta de tudo o que eu precisaria com esta idade, já me sinto perdendo tempo, já sinto que não fiz o suficiente e nem o mínimo e nem nada do que aos 12, prematuramente madura, eu já achava primordial.

Um carro? Uma casa? Filhos? Família construída? Dinheiro e sucesso no trabalho? Estudos concluídos?

Nada disso....

A Solange de 12 anos só queria ter certeza de quem ela era e do que sabia fazer de melhor pra si e pelos outros que amava. A Solange de 12 anos gostava de ler porque estava aprendendo a novidade e a beleza da construção do que a gente pensa, das palavras que podem ser maniPuladas (e manicorridas e maniparadas... e as pedipuladas também, que são as melhores). Palavras que podem inventar sentidos os mais incríveis e os mais loucos e fabulosos, e tão diferentes e inimagináveis e divertidos e absurdos e os mais gostosos de pensar e de sentir e de saber....

A maturidade da Solange de 12 anos estava em saber o que sabia, em gostar de saber e em querer saber mais... Em sonhar o que podia naquele tempo e em esperar o que viria só mais tarde... Aí sim, formar-se, trabalhar, relacionar-se adultamente com o mundo...
O que a Solange de 12 anos achava que perderia é aquilo com que a Sol , com seus 25, ainda não sabe como lidar... Essa estranha falta de tato com as pessoas que dividem o mundo comigo, esse meu acanhamento, minha extrema introversão.... Esse jeito de ficar no meu mundo... De mais ouvir do que falar e, de quando falar, morrer de medo de estar falando besteira...
Nisso continuo igual.
Mas, naquele tempo, eu achava que mudaria... Por alguns momentos até acreditei que mudei... E, na verdade, me redescubro a cada dia. Sempre tendo que entender o meu estar no mundo outra vez...

Minha antiga maturidade prematura virou medo do futuro... Provavelmente porque não me vi florescendo direito e agora corro atrás do que não esperava e do que preciso para sobreviver, mas não me sinto preparada pra ter (e fazer e acontecer).
Apesar de tudo...

(olha como a vida é engraçada)


...sou feliz como nunca pensei que poderia!



É que, um montão de vezes, prever errado o futuro pode funcionar muito mais do que qualquer outra coisa...
Porque a vida dá baile na gente... Ainda bem!


Ainda beeeeeeeem....

quinta-feira, novembro 08, 2007

Ele não gosta de aniversários.







Ele não gosta de aniversários. Ao menos, não do seu próprio...
Diz que a data serve somente para encontrar os amigos, uma boa desculpa para "juntar tanto vagabundo (e as pessoas de bem tb)" que ele gosta tanto "de uma só vez".

De aniversário ele não gosta, mas gosta das pessoas! Gosta dos amigos (dos amigos dele e dos meus também), gosta da família (a que se tem e aquela que se escolhe, ou seja, os amigos de novo). Gosta do amigo Odie (ou Cadelo), um cachorro daqueles com cara de vira-lata inteligente e bobo pelo dono, sabem? O Cadelo também gosta dele. E ele gosta de coisas estranhas como a História do Brasil ou a da América Latina... Mas não gosta do Fantástico! Se bem que ele assiste... Da Argentina, nossa vizinha de continente, ele gosta até do time principal e torce também pro Boca, o “time de maloqueiro” dos nossos hermanos.

Ele diz que não gosta mais da seleção brasileira desde que eles pararam de jogar futebol de verdade. E de futebol, como muito menino, ele gosta e muito! E ele gosta do Corinthians... O que poderia gerar polêmica, já que o Corinthians anda tão mal das pernas, bem pior que a seleção... Mas é que o Corinthians é como a família que a gente escolhe. Não, acho que não é apenas esse o motivo... A verdade é que o Corinthians ainda tem um coração lá, batendo, sabem? E não sei como não enfarta, de tanto que bate (e apanha) esse coração. Não é apenas a marchinha de carnaval do seu Silvio (“Doutor, eu não me engano”), não é apenas lenda futebolística, canto de guerra da torcida ou mero clichê esportivo... Falem a verdade, já viram ultimamente alguém chorar (ou sofrer de dar dó) com algum empate da seleção que não lhe dê nem título, mas que apenas a salve (momentaneamente) de ter de passar por uma chata duma humilhaçãozinha? Aliás, alguém ainda sofre com uma derrota da seleção brasileira? Pois é, não sei. Mas sei que ele viu gente de barba na cara chorando que nem criança outro dia mesmo por causa do timão. E ele, menino, lá no meio da comoção geral. Como não chorar? Menino sem barba, sim, mas apenas porque já havia raspado pouco antes...

Ele, menino ainda, não gosta de aniversário. Talvez porque, comparando-se com meu irmão, João Victor (de 7 anos), por exemplo, ele não se sinta tão menino. Talvez porque, comparando-se comigo ou com muitos outros de seus amigos, ele se sinta um tanto crescido fora do tempo, um tanto deslocado. É que precisou cedo fazer coisa de gente grande. É que cuidou de casa, teve responsabilidades sérias... enquanto muitos de nós ainda esperávamos o futuro. É que tem um menino perdido dentro dele, como todos nós também temos, só que esse menino dentro dele está tão à mostra, tão perto, tão espontâneo... que nem sempre nós o compreendemos! Aí é que o pessoal do mundo adulto, gente que esquece tanto que todos somos apenas criança brincando de ser sérios, esse pessoal acaba olhando errado pra ele.

Para olhar pra ele de verdade, é preciso entendermos um pouco mais de nós mesmos. É preciso que a gente não tenha medo de ser sincero, nem de ver a sinceridade dos outros. É preciso ser delicado sem ser falso, é preciso ser direto sem ser grosseiro. É preciso olhar com os olhos dele, para então a gente conseguir perceber que o importante são as pessoas, não as coisas. Pra gente aprender que é bom ouvir, é bom conversar, é bom dar risada também. É bom respeitar, é bom compreender, é bom olhar para o outro como um outro, não como uma peça de nós mesmos que precisamos consertar.

Ele não gosta de aniversários. Ele “gosta é de mulher”, assim como o Roger do Ultraje ou a Ana Carolina. E ele também tem “amigo homem”, tem “amigo gay”. E sabe que amigo gay é homem também, respeito é bom e todo mundo gosta. Ele tem e teve muitas mulheres. As que passaram, amigas ou namoradas, ensinaram algo desse mundo estranho que é mulher (mas saibam, não tão estranho para ele). As mulheres que ficam, essas têm a sorte de continuar a ensinar e aprender com ele. Tem a amiga da balada, mas que tá lá nas horas sérias. Tem a amiga da faculdade que divide os mesmos gostos estranhos pela Argentina e aquele amor incondicional pelo Todo Poderoso Timão. Tem amiga no trabalho que até o acompanha ao estádio. Tem amiga que era sargento, superior, mas que sabia ser amiga. Tem um monte de amiga nova que são velhas amigas minhas, e elas são amigas dele (não amigas da namorada). E entre estas, tem até uma amiga distante que ele nem conhece! Tem amiga que é mulher de amigo dele. Aliás, muitas. E mulher de amigo dele não é homem, é mulher mesmo, por que mulher não é produto que se exibe, se desdenha e se quer comprar. Mulher é gente, gente diferente de homem, gente que só o sentimento de amizade sim é que não precisa diferenciar.

Minha amiga Letícia é da opinião que homem entende mulher a partir da mãe, das irmãs, da tia, da prima, da avó... Com as irmãs mais velhas loucas, cada uma a seu jeito, que ele teve desde sempre, com a avó séria e cheia daquela sabedoria grave de gente antiga que cuidou dele, com a prima que foi sua paixão platônica, com a mãe forte que tem, talvez a teoria faça algum sentido com ele. A mãe, mulher fora de seu tempo, mulher que não baixou a cabeça, mulher que sustentou sua casa, mulher de força estranha, mas frágil e carente também, mulher como todo ser no mundo que também precisa de carinho, mulher que também sofre com o Corinthians. É, talvez a teoria esteja certa... E eu agradeço a todas essas mulheres na vida dele, sou imensamente grata por fazerem dele esse homem de verdade. Esse homem que tenho a sorte de chamar de meu menino, que tenho a pretensão de tentar descrever (toda metida a ser Historiadora dos fatos da sua vida), que tocou minha mão numa noite mágica, 11 meses atrás, e me fez re-aprender a olhar pro mundo, que transformou a minha solidão insistente em uma história antiga de dores passadas, que eu amo “tão bem grande e tão muito muitão” como nunca pensei que existisse ou fosse possível amar alguém dessa forma, que me ama tanto e tão simples assim, me ama do jeito que eu sou, que me aceita e me inspira, me dá força e cuida de mim, me emancipa e me acolhe, que me enxerga, que vê todos os meus defeitos e que me ama mesmo assim, mesmo que eu seja apenas eu.

Esse menino que não gosta de aniversário (e que tanta gente gosta dele) chama-se Fabio Azevedo, faz 26 anos hoje (dia 07/11) e é o meu menino... Ainda com muita história pra contar...

quinta-feira, julho 26, 2007

Gatuno duma fuga!

Cadê a palavra exata que estava aqui?

(o gato comeu a ponta da língua!)